domingo, 18 de abril de 2010

As coisas que ningém sabe.

Meu delírio não tem cura,
Meu drama, um dilema.
Minha fuga é escondida e meu medo incerto.
Não arrisco nem petisco, apenas vivo.
Vivo o delírio, o drama, a fuga, o medo..
Todos guardados dentro de mim, preparados para saírem,
mortos de vontades de ver o meu erro, e beijando a minha testa saírem pra festejar.
Eu quero o remédio e quero a loucura, o que quero e o que não quero já não sei mais,
tudo se mistura, se embola e rebola e sai dançando.
Meu mundo gira, contorce e distorce,
em cores, tons e harmonia, de onde ninguém entra e ninguém sai.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O ralo

Tudo começou em dia normal como qualquer outro, acordei cedo e fui pra escola mas estava meio distraia com qualquer coisa. Lembro de ver o professor wandersexy com suas crises existenciais, o professor de historia falando em um tal "demogrécia" que não fazia o mínimo sentido pra mim, talvez fizesse mais sentido que a tal revolução que o numero 2 fez no numero 3. Seja qual for, aquele colégio interno tinha suas esquisitisses como qualquer outro, porem esse tinha uma diferencial, o chamado "suco de uva encantado", as más línguas já diziam que ele viciava e fazia lavagem cerebral nos alunos que o bebiam. Fiquei sabendo por ai que foram os próprios professores de química que inventaram a formula do tal suco, um desses professores era alquimista e tinha em média uns 600 anos, ninguém sabe ao certo.

Acordei da minha distração ao sinal do final da aula, os alunos já se aglomeravam em direção a saída como robôs, todos seguindo em direção ao refeitório onde seria servido o suco com o almoço, e foi nesse dia que resolvi mudar, peguei o meu suco mas não o bebi, fui para meus aposentos e o joguei no ralo. Não estava afim de suco naquele dia.

Até então, parecia ser um dia normal. Foi quando, me arrumando para a aula a tarde, que algo sinistro aconteceu, um fenomeno jamais explicado pela ciência, digno de uma visita do Padre Quemedo. Em pleno banho, o RALO falou comigo!! Primeiro foi um simples "psiiiiiu", não dei muita atenção, achei que estava escutando coisa, foi ai que começou a falar intensamente, como era um ralo made in China é óbvio que falava em mandarim.

Juro, foi um dos dias mais tensos da minha vida! Não sei bem ao certo o que se passou na minha cabeça, me certifiquei se não estava sonhando ou se tinha batido a cabeça em algum lugar, tudo se passou em milésimos de segundos. Dei um grito, como que tentando apagar o que estava acontecendo, ele se calou e eu sai do banheiro. As meninas que moravam comigo estavam assustadas com o grito, simplesmente disse a elas "o ralo falou comigo", ainda chocada comecei a rir.

Aquilo não era normal! Não podia ser, mas parecia tão real.
Não sei ao certo se foi um delírio, ou se ele veio de verdade tentando me alertar sobre possíveis ameaças ou simplesmente me ensinar uma lição de vida.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Uma história qualquer

(...) Nem de todas as historias já contadas, os dragões, princesas e vilões foram tão intrigantes como a história do jovem escritor que se apaixonou pela lua. Como isso foi acontecer ninguém sabe, nem mesmo ele podia explicar. Uns dizem que foi feitiço de uma tal bruxa, outros dizem que ele tinha batido com a cabeça. Mas o que todos sabiam era que nunca no mundo, versos tão lindos e apaixonados foram escritos até que esse jovem se apaixonou.
Mas esse amor tão platónico desse tal jovem o levou a loucura, procurava por sua bela por todos os cantos do mundo. Falava, escrevia, chorava por esse amor tão puro. Até que um dia, perdido de tanto procurar, encontrou. Encontrou o reflexo de sua tão sonhada amada refletida na água de algum riacho qualquer,se sentiu envolvido, não mais importava o que tantos outros falavam, se sentiu amparado pelo abraço, tão envolvente dela, a tão esperada musa, o tão sonhado amor, e em seus braços adormeceu. (...)
Apenas mais uma das minhas delirantes alucinações escritas em uma madrugada qualquer..

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O sonho de voar

Ela possuía tudo, menos felicidade. Essa era sua desconhecida. E a solidão sua única companhia.
E ninguém sabia que por traz da mascara existia alguém, não sabe quem, sonhava em voar. Mas seus pés a prendiam no chão.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Dias de tempestade

Dias de tempestade no meu mundo acontecem, acordei meio assim, sei la.
Uma vontade de alguém por perto, um amigo, um sorriso.
Isolada pelos meus pensamentos, sacrifícios se fazem necessários, mas pra quê? Por quê?
Todos passam, tudo muda, mas mudar algo que eu não vejo necessário? Minha opinião não devia contar? Odeio me sentir presa, dependente de algo totalmente fora do meu alcance. Mas minha prisão eu mesma construi, isolada pela barreira que eu mesma formei, invisível, indiferente, irreal. Uma tristeza sem fim me consome, a dor de uma perda, da perda de mim mesma.
Minhas prioridades erradas, meu destino incerto, meu único amigo eh o medo, e em toda a sua dança perigosa me envolvo e me nego. Encarar meus medos devia ser parte de mim.
Pensar na vida me deixa assim, queria poder resolver todos os problemas que cercam o mundo, mas se mal posso cuidar dos meus. Dilemas e complicações.
A vida seria tão mais fácil se todos pensassem nas consequências de suas ações.
Dias de tempestade, meu mundo esta vivendo.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Esconde-esconde

Descobri que eu não sei escrever. Isso é realmente muito frustrante, principalmente pra mim, filha de professores, sempre fui rodeada pelas palavras! Mas o que acontece? Parece que brincam de esconde-esconde, e gostam!
Penso muito mais rápido do que consigo escrever, e quando percebo já perdi a brincadeira.
Bem, por enquanto estou aqui, escutando um cd que achei por aqui nas minhas coisas, e viajando como sempre.

Quero um café, por favor.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Teias de aranha

Eu vi teias de aranha em algum lugar! ou era imaginação? não importa. lembrei do meu blog abandonado (?), é abandonado! tadinho. não escrevo, não divulgo, apenas penso nele. vai ver é por isso que está cheio de teias..
Já boltei tantos post, já criei tantas ideias, inovei minhas teorias, mas por que não escrevo? Vai ver é falta de tempo, ou falta do que fazer, prefiro acreditar que é falta de tempo, assim dá pra acreditar que eu sou uma pessoar super ocupada e que tenho feito muuuitas coisas legais..
e o meu blog fica porai, perdido. Sem coisas novas, apenas velhas lembranças, textos apagados, anonimo, cheio de teias. Um dia, quem sabe (?) venho e dou uma super faxina.